Se você vai passar pela primeira consulta com um advogado trabalhista em Belo Horizonte, levar os documentos certos faz toda a diferença: a análise fica mais rápida, as chances de identificar verbas não pagas aumentam e você sai com um plano claro sobre o que fazer (e o que não assinar).
Neste guia, você encontra um checklist prático para os casos mais comuns: demissão sem justa causa, rescisão indireta, justa causa indevida, horas extras, assédio, acidente/doença ocupacional, FGTS e reconhecimento de vínculo.
Por que levar documentos muda o resultado da consulta
Na Justiça do Trabalho, detalhes importam: datas, valores, função, jornada, mensagens, depósitos e registros. Quando você apresenta provas e informações organizadas, o advogado consegue:
- estimular uma análise mais precisa de direitos e verbas rescisórias;
- identificar irregularidades recorrentes (FGTS, jornada, descontos, comissões);
- avaliar riscos e definir estratégia (acordo, ação, provas e testemunhas);
- calcular valores com mais segurança (inclusive reflexos em férias, 13º e FGTS).
Se você quer uma avaliação completa, vale conhecer também a consultoria e orientação trabalhista em BH antes de tomar decisões.
Checklist essencial (para quase todo caso trabalhista)
Leve, de preferência, em PDF no celular e/ou impresso, o que você tiver:
- Documento pessoal: RG e CPF (ou CNH);
- Comprovante de endereço recente;
- Carteira de Trabalho (CTPS física e/ou prints da CTPS Digital);
- Contrato de trabalho, aditivos, termo de confidencialidade e políticas internas (se houver);
- Holerites/contracheques (ideal: últimos 12 meses ou todo o período);
- Extrato do FGTS (Caixa/Aplicativo FGTS);
- Extratos bancários que mostrem o pagamento de salário (principalmente se havia “por fora”);
- Comunicados da empresa: e-mails, cartas, advertências, suspensões;
- Convenção coletiva ou sindicato da categoria (se você tiver).
Mesmo se você não tiver tudo, vá com o que tiver. O advogado pode orientar como obter o restante com segurança e dentro do prazo.
Documentos por tipo de problema (o que fortalece seu caso)
1) Demissão sem justa causa
Para conferir se você recebeu corretamente saldo de salário, aviso-prévio, férias, 13º, multa de 40% do FGTS e guias:
- TRCT (Termo de Rescisão) e Termo de Quitação (se assinou);
- Chave de conectividade e comprovantes de saque/liberação do FGTS;
- Guia do seguro-desemprego e protocolos;
- Comprovante de pagamento das verbas rescisórias;
- Exame demissional (ASO).
Se a sua dúvida é “recebi tudo certo?”, veja como funciona uma ação por demissão sem justa causa e quais valores podem estar faltando.
2) Rescisão indireta (quando a empresa força a situação)
Aqui o foco é provar a falta grave do empregador (atraso de salário, humilhações, descumprimentos, riscos etc.). Traga:
- Comprovantes de atrasos (extratos bancários, prints, avisos);
- Mensagens e e-mails sobre cobranças, ordens, pressão e conflitos;
- Escalas, comunicados e registros internos;
- Provas de descumprimento: promessas de pagamento, alterações de função, metas abusivas;
- Nomes e contatos de testemunhas (colegas, ex-colegas, clientes).
Em muitos casos, a estratégia e o timing são decisivos. Entenda quando cabe pedir rescisão indireta sem perder direitos.
3) Justa causa indevida (reverter a penalidade)
Para contestar justa causa, é fundamental mostrar desproporção, falta de prova, punição tardia ou ausência de gradação. Leve:
- Carta de demissão e motivo alegado;
- Advertências/suspensões (ou prova de que não existiram);
- Regulamento interno e política disciplinar (se houver);
- Mensagens, vídeos, e-mails e documentos ligados ao fato;
- Testemunhas que presenciaram o ocorrido.
Se você foi dispensado nessa modalidade, vale avaliar a contestação de justa causa para buscar a reversão e as verbas suprimidas.
4) Horas extras, intervalo e jornada “por fora”
Horas extras dependem muito de prova de jornada. Traga tudo o que mostrar horários reais:
- Registros de ponto (espelho de ponto, app, biometria);
- Escalas, folhas de presença e relatórios de acesso;
- Mensagens em WhatsApp/Teams e e-mails fora do horário;
- Comprovantes de trabalho em domingos/feriados;
- Holerites para comparar adicionais pagos (ou não).
Com esses documentos, o cálculo e os reflexos ficam mais consistentes em uma cobrança de horas extras.
5) Assédio moral ou sexual
Em casos de assédio, o ideal é reunir evidências de repetição, contexto e impacto. Leve:
- Prints e áudios (se forem lícitos), e-mails, mensagens e conversas;
- Relatos com datas (um “diário” objetivo dos episódios ajuda);
- Comprovantes de denúncia ao RH, ouvidoria, canal de ética;
- Atestados, laudos e recibos de tratamento, se houver impacto à saúde;
- Testemunhas e pessoas que receberam relatos na época.
6) Acidente de trabalho e doença ocupacional
Para estabilidade, benefícios e indenizações, a documentação médica e previdenciária é chave. Traga:
- CAT (emitida ou não) e comunicação do acidente;
- Atestados, exames, laudos, prontuários e receitas;
- PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário), se houver exposição;
- Documentos do INSS (B91, perícias, decisões, datas de afastamento);
- Fotos do local/condições, quando possível.
7) FGTS não depositado
O documento mais importante é o extrato analítico. Leve:
- Extrato do FGTS completo (mês a mês);
- Holerites para confrontar remuneração x depósitos;
- TRCT e chave do FGTS (se houve rescisão).
8) Reconhecimento de vínculo (sem carteira assinada, PJ, autônomo “fixo”)
O objetivo é demonstrar subordinação, habitualidade, pessoalidade e pagamento. Leve:
- Comprovantes de pagamento (PIX, transferências, notas, recibos);
- Conversas com ordens, escala, cobranças e metas;
- Comprovantes de presença (cracha, acesso, uniforme, e-mails corporativos);
- Contrato de prestação (se existir) e aditivos;
- Testemunhas que confirmem rotina e hierarquia.
Como organizar os documentos (para ganhar tempo e aumentar a clareza)
- Separe por tema: admissão, holerites, jornada, rescisão, provas (prints), saúde/INSS.
- Coloque em ordem cronológica (do mais antigo ao mais recente).
- Faça uma linha do tempo simples: datas de admissão, mudanças de cargo/salário, início do problema, demissão/afastamento.
- Salve backups: PDF no Drive e também no celular.
O que evitar antes da consulta (erros que custam caro)
- Assinar acordo ou quitação sem entender o que está abrindo mão;
- Apagar conversas ou perder o celular sem backup;
- Pedir demissão no impulso quando a situação pode ser rescisão indireta;
- Confiar apenas “no que falaram” sem comparar valores e documentos.
Próximo passo: leve seu caso para análise em BH
Com os documentos certos, a consulta fica muito mais objetiva: você entende seus direitos, os possíveis valores, o que precisa ser provado e o melhor caminho (acordo ou ação). Se você está em Belo Horizonte ou prefere atendimento online, procure orientação antes de tomar decisões que possam reduzir seus direitos.
Para falar com o escritório e avaliar seu caso, acesse atendimento com advogado trabalhista em Belo Horizonte.
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